Segundo o tenente, Rondônia tem enfrentado crises hídricas nos últimos anos, com oscilações significativas no nível do Rio Madeira


O coordenador da Defesa Civil do Estado de Rondônia, tenente-coronel Jaime Fernandes da Silva, concedeu uma entrevista ao programa Fala Rondônia nesta quarta-feira (5) para abordar a situação climática e as ações preventivas adotadas pelo governo estadual. Segundo o tenente-coronel Jaime, Rondônia tem enfrentado crises hídricas nos últimos anos, com oscilações significativas no nível do Rio Madeira. "Passamos por um período de estiagem severa, que fez com que o nível do rio baixasse drasticamente. Agora, com o retorno das chuvas, o rio começa a subir novamente. Sempre destaco que o nível do Rio Madeira depende das chuvas na região do Rio Beni, na Bolívia", explicou.
O governo do estado, sob a gestão do governador Marcos Rocha, implementou a unificação dos comitês que monitoram tanto os períodos de seca quanto os períodos de cheias. "Hoje, temos um Comitê de Gestão para enfrentar as mudanças climáticas no estado de Rondônia, envolvendo todas as secretarias. Esse comitê se reúne quinzenalmente para discutir e planejar soluções", destacou o coordenador. Com relação ao Rio Madeira, ele informou que dois terços de sua água provêm do Rio Beni. "Os órgãos de monitoramento indicam que o rio está dentro da normalidade. No ano passado, o Rio Madeira não atingiu a cota de alerta de 15 metros, mas atualmente ele se estabilizou em 15,06 metros, conforme previsto pelos serviços de acompanhamento hidrológico", pontuou.
O tenente-coronel Jaime também ressaltou que, caso ocorra uma situação crítica, a Defesa Civil possui planos de contingência para minimizar impactos à população de Porto Velho e regiões vulneráveis a alagações. "Aprendemos com os eventos de 2023 e 2024 e, desde então, o governo tem trabalhado em ações preventivas. A Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD) está investindo na perfuração de novos poços, enquanto a Secretaria de Estado de Obras e Serviços Públicos (SEOSP) desenvolve projetos para ampliação da rede de captação de água", concluiu.
FONTE: diariodaamazonia
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